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Evangelistas têm vitória após Justiça rejeitar processo de mesquita

by Visão Plus
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Um tribunal do Texas rejeitou a ação movida pelo East Plano Islamic Center (EPIC), da região de Dallas, que tentava impedir missionários cristãos de pregar e distribuir material religioso em área pública próxima à mesquita.

O processo foi apresentado em outubro de 2025 contra o ministério cristão Testimonies of God, liderado por Landon Thurman, além da Heritage Grace Community Church, Jason Osborne e outros réus não identificados. A mesquita pedia uma ordem judicial para proibir discursos e a distribuição de “panfletos, cartas, folhetos ou outros documentos evangélicos ofensivos à fé islâmica”.

A EPIC afirmou que, desde setembro, os missionários passaram a permanecer semanalmente em calçadas e gramados em frente à mesquita com alto-falantes e megafones, interrompendo os cultos com mensagens sobre o cristianismo e os ensinamentos de Jesus. Também alegou que os evangelistas montaram uma tenda, levaram pregadores convidados e tentaram entregar panfletos e cartazes a pessoas que se dirigiam ao local para as orações.

A defesa de Landon Thurman e do ministério classificou a ação como uma tentativa ilegal de restringir a liberdade de expressão e a liberdade religiosa. Os advogados afirmaram que o pedido da mesquita abriria precedente para impedir até a distribuição gratuita de Bíblias, caso o conteúdo fosse considerado ofensivo ao islamismo.

Os missionários sustentaram que atuavam a cerca de 150 metros da mesquita, separados dela por um pequeno centro comercial. Também disseram que o volume do equipamento de som seguia as regras municipais e era acompanhado pela polícia. Segundo a defesa, um representante da própria mesquita reconheceu em depoimento que a pregação não podia ser ouvida dentro do templo.

No processo, os réus afirmaram que não buscavam interromper os cultos, mas anunciar sua fé em espaço público. A defesa declarou que a intenção era “proclamar a verdade com amor” e exercer direitos constitucionais sem desrespeitar pessoas de outras crenças.

Em 23 de março, o tribunal acolheu o pedido de arquivamento com base na Lei de Participação Cidadã do Texas, conhecida como TCPA, criada para proteger a liberdade de expressão contra ações judiciais que tentem suprimi-la. Com a decisão, os missionários podem continuar suas atividades.

A decisão também autoriza os réus a buscar o reembolso de custas processuais e honorários advocatícios. De acordo com o portal The Christian Post, a mesquita ainda pode recorrer.

Lea Patterson, advogada do escritório Butterfield & Patterson, que representa os réus, afirmou que a ação judicial pretendia proibir a pregação pacífica do Evangelho e a distribuição de material religioso em propriedade pública. Ela disse que, se o processo tivesse avançado, poderia ter criado um precedente relevante contra a liberdade religiosa no Texas, ao permitir que a mesquita vetasse discursos considerados ofensivos mesmo em calçadas públicas.

A EPIC também tem sido alvo de atenção por um projeto imobiliário de 160 hectares no norte rural do Texas. Antes chamado de “EPIC City” e depois rebatizado como “The Meadow”, o empreendimento prevê mil casas, uma mesquita, um centro comunitário, uma escola e outras instalações voltadas para famílias muçulmanas.

O Texas abriga uma das maiores comunidades muçulmanas dos Estados Unidos, com mais de 313 mil muçulmanos, sendo quase 150 mil na região metropolitana de Dallas-Fort Worth. Localizada em Plano, a EPIC foi inaugurada em julho de 2015 e se apresenta como uma organização sem fins lucrativos voltada a fins educacionais, religiosos e sociais, além de se definir como uma comunidade diversa e aberta.




Fonte: Gospel mais

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