segunda-feira, março 2, 2026
Home NotíciasPesquisas indicam estagnação de Lula e resistência evangélica

Pesquisas indicam estagnação de Lula e resistência evangélica

by Visão Plus
0 comments

Levantamentos divulgados na última semana acenderam um alerta no Palácio do Planalto ao revelarem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um quadro de estagnação nas intenções de voto, enquanto seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), registra crescimento consistente.

Os números chegam em um momento de proximidade das eleições de outubro e escancaram um velho conhecido dos petistas: a alta rejeição ao presidente entre o eleitorado evangélico, que segue resistente às políticas do governo e mais inclinado a apoiar candidaturas de direita ou centro .

Segundo dados da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, Flávio Bolsonaro consolidou-se como o nome mais viável da oposição para enfrentar Lula, impulsionado pela transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro e pela insatisfação de parcelas do eleitorado com a gestão petista.

O levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado na sexta-feira (27), mostrou o filho do ex-presidente empatado tecnicamente com Lula no primeiro turno e numericamente à frente no segundo cenário . O crescimento é atribuído tanto à “força do sobrenome” quanto à rejeição ao governo, que avaliações recentes do Datafolha mostram em 37%, com aprovação estagnada em 32% .

O Peso do Eleitorado Evangélico

O principal fator de preocupação para a campanha petista, no entanto, reside no comportamento do eleitorado evangélico, que representa 26,9% da população brasileira, segundo o IBGE, e possui capacidade de mobilização superior ao seu peso demográfico.

Dados do instituto Ideia, coletados após o desfile da Acadêmicos de Niterói que homenageou Lula, revelam que 61,1% dos evangélicos se sentiram ofendidos ou enxergaram preconceito na ala “Família em Conserva”, que satirizava a família tradicional e grupos conservadores . Quase metade do segmento (48,3%) avalia que o episódio aumentará a polarização religiosa e política .

A percepção negativa reforça um quadro já desfavorável: segundo a última pesquisa Genial/Quaest, 61% dos evangélicos desaprovam o governo Lula, enquanto apenas 34% o aprovam . Levantamento do Datafolha divulgado em fevereiro mostrou uma queda de cinco pontos percentuais na aprovação do presidente entre esse público, que passou de 26% para 21% .

Iniciativos Frustradas e Impacto do Carnaval

Nos últimos meses, o governo ensaiou uma aproximação com líderes religiosos para tentar reduzir a resistência histórica. A estratégia incluiu recepções a bispos da Assembleia de Deus, a sanção do Dia Nacional do Gospel no Planalto e a indicação do advogado evangélico Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No entanto, o desfile de Carnaval, que contou com a presença de Lula no sambódromo, atropelou os avanços e expôs a “inabilidade” do governo em lidar com pautas sensíveis ao eleitorado conservador, nas palavras do deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) .

Analistas ouvidos pelo Valor Econômico avaliam que o mal-estar pode se prolongar e prejudicar articulações eleitorais. Marco Antonio Carvalho Teixeira, da FGV, sugere que o presidente deveria admitir publicamente o erro para estancar a crise, enquanto o antropólogo Juliano Spyer considera que “não fazer nada” talvez seja pior do que assumir a falha.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, classificou a repercussão como “oportunismo eleitoral” impulsionado por adversários nas redes sociais, mas integrantes da cúpula do PT reconhecem que o episódio agravou o desgaste com o segmento religioso em um ano decisivo .

Cenário Eleitoral e Estratégias

A avaliação interna é que o governo precisa reagir para reverter a perda de competitividade. Dados do Paraná Pesquisas indicam que 52,2% dos eleitores consideram que Lula não merece a reeleição.

O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), defende que a estratégia será deslocar o debate simbólico para o campo das políticas públicas, comparando a gestão petista com a anterior e enfatizando resultados concretos que beneficiam famílias evangélicas .

Do lado da oposição, Flávio Bolsonaro aposta na consolidação da direita e na rejeição ao governo para avançar. Em ato na Avenida Paulista no último domingo (1º), o senador afirmou que sua candidatura representa um “projeto de país” e uma alternativa à “incompetência do atual governo”.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com forte penetração entre mulheres e evangélicos, deve reforçar a campanha nos próximos meses, segundo integrantes do PL .

Com as eleições marcadas para outubro, o cenário aponta para uma disputa polarizada e acirrada, na qual a capacidade de cada campo de consolidar seu eleitorado e conquistar segmentos estratégicos, como o evangélico, será determinante para o resultado final. Com: Oeste.




Fonte: Gospel mais

You may also like